GLOSSÁRIO VIBECODER

200+ termos técnicos
em linguagem de dono.

O vocabulário que falta pra quem faz vibecoding conversar com TI corporativo sem complexo. Cada termo tem definição técnica, tradução em português de dono, e o contexto típico onde aparece em reunião.

16 categorias · Atualizado conforme leitores pedem · Grátis pra sempre

1. Dados e analytics

ETL (Extract, Transform, Load)
Técnico: processo de pegar dados de origem, transformar e carregar em destino, geralmente em batch.
Em português de dono: pipeline que pega dado da operação, ajusta e joga em outro lugar pra usar em relatório.
Aparece em: "nosso ETL roda à noite e leva 4 horas".
ELT (Extract, Load, Transform)
Técnico: variação moderna onde dados são carregados primeiro brutos, transformação acontece no destino.
Em português de dono: igual ETL mas inverte ordem. Padrão em warehouses cloud modernos.
Aparece em: "migramos pra ELT porque o warehouse aguenta a transformação".
Data lake
Técnico: repositório que armazena grandes volumes de dados brutos sem schema pré-definido.
Em português de dono: armazém gigante que aceita qualquer tipo de dado sem precisar organizar antes.
Aparece em: "joga isso no data lake e depois decidimos o que fazer".
Data warehouse
Técnico: banco otimizado pra analytics, com schema estruturado e queries complexas (Snowflake, BigQuery, Redshift).
Em português de dono: banco preparado pra fazer relatório, dados já organizados.
Aparece em: "o warehouse atualiza diariamente, não em tempo real".
Lakehouse
Técnico: arquitetura híbrida que combina data lake (flexibilidade) com warehouse (performance), tipicamente sobre Apache Iceberg ou Delta Lake.
Em português de dono: tentativa de ter o melhor dos dois mundos.
Aparece em: "estamos migrando pra lakehouse com Databricks".
Pipeline de dados
Técnico: sequência automatizada de etapas que move e transforma dados de origem a destino.
Em português de dono: "esteira" que carrega dados de A pra B, fazendo coisas pelo caminho.
Aparece em: "o pipeline quebrou de novo".
Batch vs Streaming
Técnico: batch processa lotes em intervalos. Streaming processa eventos conforme chegam (Kafka, Kinesis).
Em português de dono: batch = "junta tudo e processa de tempo em tempo". Streaming = "processa um por um, conforme entra".
Aparece em: "isso precisa ser streaming, não dá pra esperar batch".
OLTP vs OLAP
Técnico: OLTP = banco operacional (muitas escritas pequenas). OLAP = banco analítico (queries pesadas).
Em português de dono: OLTP = banco do sistema. OLAP = banco do relatório. Não use um pelo outro.
Aparece em: "essa query é OLAP, não roda em produção".
CDC (Change Data Capture)
Técnico: técnica que captura mudanças no banco em tempo real e propaga pra outros sistemas.
Em português de dono: ao invés de copiar tudo de novo, só pega o que mudou.
Aparece em: "implementamos CDC pra sincronizar com o CRM em tempo real".
Ingestão (Data ingestion)
Técnico: processo de trazer dados de origens externas pro seu sistema.
Em português de dono: ato de "puxar" dado de outro sistema pra dentro do seu.
Aparece em: "a ingestão do Asaas tá com 2h de delay".

2. Bancos de dados

SQL
Técnico: linguagem padrão pra bancos relacionais (Postgres, MySQL, SQL Server, Oracle).
Em português de dono: forma "tradicional" de banco, dados em tabelas com colunas fixas.
Aparece em: "o sistema legado é em SQL Server".
NoSQL
Técnico: famílias de bancos não-relacionais: documento (MongoDB), chave-valor (Redis), coluna larga (Cassandra), grafo (Neo4j).
Em português de dono: bancos que não usam tabela tradicional, mais flexíveis pra dados sem formato fixo.
Aparece em: "usamos MongoDB porque o schema muda muito".
Normalização
Técnico: dividir dados em tabelas relacionadas pra evitar redundância (1NF, 2NF, 3NF).
Em português de dono: separar dados em tabelinhas conectadas, ao invés de uma só gigante.
Aparece em: "esse schema não tá normalizado, vai dar problema".
Índice (Index)
Técnico: estrutura paralela à tabela que acelera consultas em colunas específicas.
Em português de dono: índice de livro. Sem ele, banco lê tudo pra achar uma linha. Com ele, vai direto.
Aparece em: "criar um índice nessa coluna resolve a lentidão".
ACID
Técnico: Atomicity, Consistency, Isolation, Durability. Propriedades de transação em bancos relacionais.
Em português de dono: garantia que operação acontece COMPLETA ou nada acontece. Banco não fica meio fechado.
Aparece em: "preciso de ACID porque é financeiro".
Sharding
Técnico: dividir dados horizontalmente entre múltiplos bancos pra escalar.
Em português de dono: quando banco fica gigante, divide em pedaços.
Aparece em: "vamos precisar de sharding quando passar de 100k usuários".
RLS (Row Level Security)
Técnico: política de banco que filtra automaticamente quais linhas cada usuário pode ler/escrever, baseado em identidade.
Em português de dono: regra que faz cliente A só ver dados dele, mesmo na mesma tabela do cliente B.
Aparece em: "ative RLS antes de colocar em produção".
Materialized view
Técnico: tabela que armazena resultado de query complexa, atualizada periodicamente, pra acelerar leitura.
Em português de dono: tipo um cache do relatório, recalcula de tempos em tempos.
Aparece em: "esse dashboard usa materialized view atualizada a cada 5 min".
Replicação
Técnico: copiar banco em múltiplas máquinas pra leitura distribuída ou failover.
Em português de dono: ter cópia do banco em outro lugar pra emergência ou pra dividir trabalho.
Aparece em: "a réplica de leitura tá com 2 segundos de atraso".
Backup vs Snapshot
Técnico: backup é exportação dos dados. Snapshot é foto do estado do disco vinculada ao provedor.
Em português de dono: backup = arquivo que você guarda. Snapshot = foto da máquina inteira.
Aparece em: "snapshot semanal não substitui backup, são coisas diferentes".

3. Cloud e infraestrutura

IaaS / PaaS / SaaS
Técnico: IaaS = infraestrutura. PaaS = plataforma. SaaS = software pronto.
Em português de dono: IaaS = você gerencia tudo. PaaS = só gerencia o app. SaaS = só usa.
Aparece em: "passamos de IaaS pra PaaS pra reduzir ops".
Região / Zona de disponibilidade
Técnico: região = localização geográfica. Zona = data center isolado dentro da região.
Em português de dono: região = país/cidade. Zona = prédio diferente na mesma cidade.
Aparece em: "precisamos rodar em 3 zonas pra alta disponibilidade".
Autoscaling
Técnico: ajustar quantidade de servidores automaticamente conforme demanda.
Em português de dono: sistema liga mais máquinas sozinho quando tem muito acesso.
Aparece em: "o autoscaling vai subir mais 5 instâncias na Black Friday".
CDN (Content Delivery Network)
Técnico: rede de servidores distribuídos geograficamente que cacheia conteúdo perto do usuário.
Em português de dono: cópia do seu site espalhada pelo mundo, usuário pega da mais próxima.
Aparece em: "joga isso no CDN pra acelerar pra Europa".
Edge computing
Técnico: executar código próximo do usuário, nos pontos da CDN, ao invés do servidor central.
Em português de dono: rodar lógica no "primeiro servidor" que o usuário encontra.
Aparece em: "Vercel Edge functions resolvem isso com 50ms de latência".
VPC (Virtual Private Cloud)
Técnico: rede privada isolada dentro do provedor cloud, controle de subnets, security groups.
Em português de dono: "sua rede particular" dentro da AWS/GCP, ninguém de fora entra sem permissão.
Aparece em: "o banco fica em VPC privada, só app entra".
Serverless
Técnico: paradigma onde código roda em funções sob demanda (Lambda, Cloud Functions), sem gerenciar servidor.
Em português de dono: você sobe a função, plataforma decide quando rodar.
Aparece em: "passei pra serverless pra economizar 70% do custo".
Multi-tenant vs Single-tenant
Técnico: multi-tenant = vários clientes compartilham mesma infra com isolamento lógico. Single = cada cliente sua infra dedicada.
Em português de dono: multi-tenant = prédio com vários inquilinos. Single-tenant = casa pra cada um.
Aparece em: "esse cliente exigiu single-tenant pra compliance".

4. DevOps e deploy

CI/CD (Continuous Integration / Continuous Deployment)
Técnico: CI = testar código a cada commit. CD = deployar automaticamente após testes passarem.
Em português de dono: esteira que pega código novo, testa, e coloca em produção sem ninguém apertar botão.
Aparece em: "o CI tá quebrado, ninguém consegue deployar".
Container
Técnico: empacotamento leve de aplicação + dependências em ambiente isolado, executável via Docker.
Em português de dono: "caixa" com aplicação pronta pra rodar em qualquer lugar.
Aparece em: "isso não roda fora do container".
Docker
Técnico: plataforma de containerização mais popular, define imagens via Dockerfile.
Em português de dono: ferramenta que cria e roda containers.
Aparece em: "subi um Docker com Postgres e nginx".
Kubernetes (k8s)
Técnico: orquestrador de containers em escala, gerencia deploy, scaling, healing, networking.
Em português de dono: "maestro" que coordena dezenas/centenas de containers.
Aparece em: "subimos no k8s pra escalar pra 10k usuários".
Blue-green deploy
Técnico: versão nova (green) sobe em paralelo à atual (blue), tráfego é trocado quando green tá ok.
Em português de dono: liga sistema novo do lado, testa, troca o ponteiro. Zero downtime.
Aparece em: "vamos fazer blue-green pra não derrubar produção".
Rolling deploy
Técnico: atualizar instâncias gradualmente ao invés de tudo de uma vez.
Em português de dono: troca uma máquina por vez. Demora mais mas usuário não vê erro.
Aparece em: "rolling deploy tá em 60%, sem erro até agora".
Rollback
Técnico: voltar pra versão anterior após detectar problema.
Em português de dono: "desfazer" o deploy, voltar pro código de antes.
Aparece em: "fizemos rollback em 3 minutos quando o erro subiu".
Observability
Técnico: capacidade de entender estado interno do sistema a partir de outputs externos. Três pilares: logs, métricas, traces.
Em português de dono: conseguir saber o que tá acontecendo dentro do sistema mesmo sem entrar nele.
Aparece em: "nossa observability tá pobre, não dá pra debugar produção".
Logs vs Métricas vs Traces
Técnico: logs = eventos discretos. Métricas = números agregados. Traces = jornada de uma request pelo sistema distribuído.
Em português de dono: logs = "diário". Métricas = "termômetros". Traces = "filme da experiência".
Aparece em: "o trace mostra que a lentidão tá no serviço de pagamento".
Feature flag
Técnico: configuração que habilita/desabilita funcionalidade em runtime, sem deploy.
Em português de dono: chave que liga/desliga função sem precisar mexer no código.
Aparece em: "deploya com a flag desligada e ativa pra 10% dos usuários".

5. Arquitetura de software

Monolito
Técnico: aplicação onde toda funcionalidade está em uma única base de código deployada como unidade.
Em português de dono: tudo num programa só. Mais simples mas escala junto.
Aparece em: "começamos como monolito, agora estudando microservices".
Microserviços
Técnico: arquitetura onde funcionalidades são divididas em serviços pequenos e independentes, comunicação via API.
Em português de dono: programa quebrado em vários programinhas que conversam entre si.
Aparece em: "migrar pra microserviços levou 18 meses".
Event-driven architecture
Técnico: sistemas se comunicam emitindo e consumindo eventos via message broker (Kafka, RabbitMQ).
Em português de dono: ao invés de chamar direto, sistema "anuncia" que algo aconteceu.
Aparece em: "vamos pra event-driven pra desacoplar".
API gateway
Técnico: camada única que orquestra requisições pra múltiplos backends, com autenticação, rate limit, transformação.
Em português de dono: "porta de entrada" do seu sistema.
Aparece em: "o gateway aplica rate limit por API key".
Message queue (fila)
Técnico: estrutura que armazena mensagens entre produtor e consumidor de forma assíncrona.
Em português de dono: "fila de tarefas". Sistema A coloca, sistema B pega quando puder.
Aparece em: "joga essa task na queue pra processar depois".
Cache
Técnico: armazenamento temporário em memória de dados frequentemente acessados (Redis, Memcached).
Em português de dono: "memória curta" do sistema, evita ir buscar a mesma coisa toda vez.
Aparece em: "o cache tá com hit rate de 95%".
Webhook vs Polling
Técnico: webhook = sistema A avisa sistema B quando algo acontece (push). Polling = sistema B pergunta de tempos em tempos (pull).
Em português de dono: webhook = "te aviso quando rolar". Polling = "vou checando contigo".
Aparece em: "webhook é mais eficiente que polling".
Síncrono vs Assíncrono
Técnico: síncrono = chamador espera resposta. Assíncrono = chamador continua, resposta vem depois.
Em português de dono: sync = "espera responder". Async = "vou fazer outra coisa, me avisa".
Aparece em: "esse endpoint precisa ser async, demora 30s".
Idempotência
Técnico: operação que produz mesmo resultado se executada uma ou várias vezes.
Em português de dono: ação que pode ser repetida sem dar problema.
Aparece em: "esse endpoint precisa ser idempotente pro Stripe não duplicar cobrança".
Eventual consistency
Técnico: sistemas distribuídos convergem pro mesmo estado, mas não imediatamente.
Em português de dono: "vai ficar igual eventualmente, mas pode ter atraso de segundos".
Aparece em: "como é eventual consistency, o saldo pode demorar 2-3s pra atualizar".
Modular monolith
Técnico: aplicação única (1 deploy, 1 banco) organizada internamente em módulos com fronteiras explícitas, que comunicam via API interna (chamada de função, não rede).
Em português de dono: monolito bem organizado por dentro: pega a simplicidade de operar 1 sistema com a organização de microserviços. Padrão de 2026 (Shopify, Basecamp).
Aparece em: "somos um modular monolith, não fragmentamos em microserviços sem necessidade".
Distributed monolith (anti-padrão)
Técnico: microserviços com acoplamento alto, banco compartilhado e deploy coordenado: complexidade de microserviço sem os benefícios.
Em português de dono: o pior dos dois mundos: a complexidade de microserviço com a amarração de monolito.
Aparece em: "isso virou um distributed monolith, mudar um serviço quebra três".
Conway's Law
Técnico: sistemas refletem a estrutura de comunicação das organizações que os produzem (Melvin Conway, 1967).
Em português de dono: o desenho do software acaba copiando o organograma da empresa.
Aparece em: "por Conway's Law, microserviço só faz sentido com vários times independentes".
Circuit Breaker
Técnico: padrão de resiliência que interrompe chamadas a um serviço que está falhando, dando tempo pra ele se recuperar (estados closed, open, half-open).
Em português de dono: disjuntor: quando um serviço externo cai, para de bater nele em vez de derrubar tudo junto.
Aparece em: "o circuit breaker abriu quando a API deles caiu, e o sistema continuou de pé".
Bulkhead
Técnico: isolamento de recursos (ex: thread pools separadas) pra que falha em uma parte não derrube as outras.
Em português de dono: compartimento estanque de navio: um furo não afunda o barco inteiro.
Aparece em: "isolamos com bulkhead pra um cliente pesado não travar os outros".
Saga
Técnico: padrão pra transações distribuídas, quebrando-as em passos com compensação se um falhar (coreografia ou orquestração).
Em português de dono: quando uma operação envolve vários serviços, a saga garante desfazer tudo se um passo falhar.
Aparece em: "implementamos saga pro fluxo de pedido, cobrança e nota fiscal".
BFF (Backend for Frontend)
Técnico: backend dedicado a um tipo de cliente (web, mobile, TV), agregando chamadas pros serviços internos.
Em português de dono: um backend sob medida pra cada tipo de tela, em vez de um genérico pra todos.
Aparece em: "o app mobile fala com um BFF, não direto com os microserviços".
Sidecar
Técnico: processo auxiliar que roda ao lado da aplicação (mesmo pod) oferecendo capacidades transversais (mTLS, observability, proxy).
Em português de dono: um ajudante colado no app que cuida de segurança e monitoramento sem o app precisar saber.
Aparece em: "o Envoy roda como sidecar e cuida do mTLS de forma transparente".
CQRS (Command Query Responsibility Segregation)
Técnico: padrão que separa o modelo de escrita (commands) do modelo de leitura (queries).
Em português de dono: usa um caminho pra gravar e outro otimizado pra ler, quando os dois têm necessidades muito diferentes.
Aparece em: "separamos leitura e escrita com CQRS por causa do volume de relatório".
Event sourcing
Técnico: padrão onde o estado é derivado de uma sequência de eventos persistidos, não de um snapshot mutável.
Em português de dono: em vez de guardar só o saldo atual, guarda todo o extrato e recalcula quando precisa.
Aparece em: "com event sourcing temos o histórico completo de cada mudança".
YAGNI (You Aren't Gonna Need It)
Técnico: princípio de não implementar funcionalidade pra necessidade futura hipotética (Extreme Programming).
Em português de dono: não construa hoje o que talvez você nunca precise; resolve o problema atual e evolui depois.
Aparece em: "isso é YAGNI, deixa pra quando a necessidade aparecer de verdade".

6. Segurança

Zero trust
Técnico: modelo onde nenhum usuário/sistema é confiável por padrão, todo acesso é verificado.
Em português de dono: ninguém entra automático só porque "tá dentro da rede".
Aparece em: "implementamos zero trust ano passado".
IAM (Identity and Access Management)
Técnico: framework de políticas pra gerenciar identidades e suas permissões.
Em português de dono: sistema que controla quem é quem e o que cada um pode fazer.
Aparece em: "as policies de IAM tão muito permissivas".
OAuth 2.0
Técnico: protocolo de autorização que permite app acessar recurso em nome do usuário sem ver a senha.
Em português de dono: "deixa esse app acessar minha conta no Google sem dar senha pra ele".
Aparece em: "o login social usa OAuth 2.0 com PKCE".
SAML
Técnico: padrão XML pra federar identidade entre sistemas, usado em SSO corporativo.
Em português de dono: protocolo de login único pra empresa.
Aparece em: "o cliente exige SAML pra integrar com Active Directory".
OWASP Top 10
Técnico: lista dos 10 riscos de segurança mais comuns em aplicações web.
Em português de dono: cardápio das pegadinhas de segurança mais comuns.
Aparece em: "passamos auditoria OWASP Top 10".
MFA / 2FA
Técnico: autenticação que exige dois ou mais fatores (senha + código de app, biometria, hardware key).
Em português de dono: senha + algo a mais. Bem mais seguro que só senha.
Aparece em: "MFA é obrigatório pra todo acesso administrativo".
Secrets management
Técnico: prática e ferramentas pra armazenar credenciais de forma segura (Vault, AWS Secrets Manager).
Em português de dono: cofre digital onde ficam as chaves do sistema. Não em .env, não em planilha.
Aparece em: "passamos de .env pra Vault".
RBAC vs ABAC
Técnico: RBAC = Role-Based. ABAC = Attribute-Based.
Em português de dono: RBAC = "todo gerente pode ver financeiro". ABAC = "pode ver financeiro se for gerente E da própria filial".
Aparece em: "começamos com RBAC, mas precisamos de ABAC pra casos complexos".
Penetration test (pentest)
Técnico: teste autorizado de invasão pra encontrar vulnerabilidades.
Em português de dono: alguém é pago pra tentar invadir e reportar os buracos.
Aparece em: "o pentest do ano passado achou 3 vulnerabilidades críticas".
Threat modeling
Técnico: análise sistemática de ameaças potenciais ao sistema (STRIDE, PASTA).
Em português de dono: exercício de "como alguém ataca isso?" antes de construir.
Aparece em: "fizemos threat modeling antes do desenvolvimento".

7. APIs e integrações

REST (Representational State Transfer)
Técnico: estilo arquitetural pra APIs web, usa HTTP (GET/POST/PUT/DELETE), recursos como URLs.
Em português de dono: forma "tradicional" e popular de APIs.
Aparece em: "a API REST tá documentada no Swagger".
GraphQL
Técnico: linguagem de query pra APIs onde cliente pede exatamente os campos que quer.
Em português de dono: API onde você faz pergunta específica e recebe só o que pediu.
Aparece em: "migramos pra GraphQL pra reduzir over-fetching".
gRPC
Técnico: framework de RPC de alta performance criado pelo Google, usa Protocol Buffers.
Em português de dono: forma rápida de serviços se falarem entre si, mais eficiente que REST.
Aparece em: "os serviços internos conversam por gRPC".
Webhook
Técnico: HTTP callback que sistema externo chama quando evento acontece.
Em português de dono: sistema externo "te liga" quando algo rola.
Aparece em: "configure o webhook do Stripe pra essa URL".
Rate limit
Técnico: limite de requisições por unidade de tempo.
Em português de dono: trava pra evitar que alguém use muito a API.
Aparece em: "estamos batendo rate limit do Twilio".
API versioning
Técnico: estratégia pra evoluir API sem quebrar clientes (/v1/, /v2/, header version).
Em português de dono: manter versões antigas no ar mesmo lançando nova.
Aparece em: "deprecamos /v1 e vamos remover em 6 meses".

8. Redes

DNS (Domain Name System)
Técnico: sistema que traduz nomes de domínio em IPs.
Em português de dono: "lista telefônica" da internet. Você fala o nome, ele dá o número.
Aparece em: "o DNS tá propagando, espera 24h".
HTTPS / TLS
Técnico: HTTP sobre TLS. Criptografa comunicação entre cliente e servidor.
Em português de dono: HTTPS = HTTP com cadeado, comunicação encriptada.
Aparece em: "o TLS tá com cipher fraco, atualizar pra TLS 1.3".
WAF (Web Application Firewall)
Técnico: firewall especializado em tráfego HTTP/HTTPS, filtra ataques.
Em português de dono: "porteiro" da aplicação web. Bloqueia tentativas óbvias de ataque.
Aparece em: "o Cloudflare WAF bloqueou 50k ataques esse mês".
Proxy / Reverse proxy
Técnico: proxy = intermediário pro cliente. Reverse proxy = intermediário pra receber request no servidor (nginx, Caddy).
Em português de dono: porteiro que filtra/distribui tráfego pros servidores certos.
Aparece em: "o Caddy faz reverse proxy pros 4 serviços diferentes".
Load balancer
Técnico: distribui tráfego entre múltiplos servidores, com health checks.
Em português de dono: divide trabalho entre várias máquinas iguais.
Aparece em: "o load balancer tirou aquela instância do pool".
CORS (Cross-Origin Resource Sharing)
Técnico: política de browser que limita requests entre origens diferentes, controlada por headers HTTP.
Em português de dono: regra de segurança do navegador.
Aparece em: "tá dando erro de CORS, precisa adicionar nosso domínio no allowlist".

9. Inteligência artificial e Vibecoding

Vibecoding
Técnico: prática de desenvolver software descrevendo intenções em linguagem natural pra IA implementar, com humano revisando e refinando. Termo cunhado por Andrej Karpathy.
Em português de dono: programar conversando com IA ao invés de escrever código linha a linha.
Aparece em: "fiz vibecoding desse projeto inteiro com Claude, 80% do código foi gerado por IA".
Prompt engineering
Técnico: prática de estruturar instruções pra LLM produzir output desejado com confiabilidade.
Em português de dono: arte de pedir certo pra IA. Pedido bem feito = resposta útil. Pedido vago = lixo.
Aparece em: "esse prompt tá vago, melhora a especificidade".
Context engineering
Técnico: prática de organizar e otimizar o que entra na janela de contexto do LLM (código, documentos, exemplos).
Em português de dono: escolher bem o que a IA "vê" antes de pedir resposta. Quanto mais relevante o contexto, melhor o resultado.
Aparece em: "context engineering bem feito reduz tokens em 70%".
AI agent / Agente
Técnico: LLM com capacidade de usar ferramentas (tool use), planejar e executar ações iterativamente.
Em português de dono: IA que faz coisas no mundo, não só responde. Pode mandar email, criar arquivo, rodar comando.
Aparece em: "o Team Studio implanta agentes que cuidam de tarefas reais".
Agentic workflow
Técnico: fluxo onde múltiplos agentes ou um agente em loop executam série de ações pra completar tarefa complexa.
Em português de dono: tarefa que IA executa em vários passos, decidindo próximo passo conforme contexto.
Aparece em: "esse onboarding virou agentic workflow, IA cuida das primeiras 5 etapas".
Tool use (function calling)
Técnico: capacidade do LLM de invocar funções externas estruturadas (consultar API, buscar no banco, mandar mensagem).
Em português de dono: IA acessar ferramentas além de só conversar. Liga API, lê arquivo, escreve.
Aparece em: "definimos 12 tools pra esse agente, ele decide qual usar".
Multi-agent system
Técnico: sistema com múltiplos agentes especializados que colaboram pra resolver tarefa.
Em português de dono: "time de IAs" onde cada uma tem função específica e elas se passam trabalho.
Aparece em: "multi-agent funciona melhor que agente único pra coisas complexas".
AI pair programming
Técnico: programar em par com IA (Cursor, GitHub Copilot, Claude Code). IA sugere, humano aprova.
Em português de dono: "programar com IA do lado". IA propõe, você decide.
Aparece em: "uso Claude pra AI pair programming todos os dias".
LLM (Large Language Model)
Técnico: modelo de linguagem com bilhões de parâmetros treinado em texto. Exemplos: GPT-4/5, Claude 4.5/4.7, Gemini.
Em português de dono: "cérebro" de IA generativa. Quanto maior, geralmente mais capaz (com trade-offs de custo).
Aparece em: "trocamos o LLM da OpenAI pelo Anthropic, ficou melhor".
Token (LLM)
Técnico: unidade básica de processamento de texto. Aproximadamente ¾ de palavra em inglês.
Em português de dono: pedacinho de texto que o modelo "vê". 1 mensagem = ~50-200 tokens.
Aparece em: "essa request gastou 4 mil tokens".
Janela de contexto (context window)
Técnico: quantidade máxima de tokens que o modelo aceita em uma request.
Em português de dono: quanto "memória curta" o modelo tem numa conversa.
Aparece em: "o contexto tá enchendo, vamos resumir o histórico".
RAG (Retrieval Augmented Generation)
Técnico: antes de gerar resposta, sistema busca em base externa informações relevantes e injeta no prompt.
Em português de dono: dar pro modelo "cola" com informação específica antes de pedir resposta.
Aparece em: "implementamos RAG sobre a documentação interna".
Fine-tuning
Técnico: treinar modelo pré-existente em dados específicos pra especializar em domínio.
Em português de dono: pegar um modelo pronto e "ensinar mais" sobre seu negócio.
Aparece em: "fine-tuning custou 30k dólares, precisão subiu de 60% pra 92%".
Embedding
Técnico: representação vetorial de texto/imagem em espaço de alta dimensão, usado pra busca semântica.
Em português de dono: forma de transformar texto em números pra computador comparar similaridade.
Aparece em: "geramos embedding dos documentos e indexamos no Pinecone".
Vector database
Técnico: banco otimizado pra armazenar e buscar embeddings (Pinecone, Weaviate, pgvector).
Em português de dono: banco que entende similaridade, acha "coisas parecidas".
Aparece em: "o vector db tá com 2M de embeddings indexados".
Prompt injection
Técnico: ataque onde usuário insere instruções no input que sobrescrevem o prompt original.
Em português de dono: usuário "convence" a IA a fazer algo diferente do que deveria.
Aparece em: "tivemos um caso de prompt injection, agora sanitizamos tudo".
Hallucination
Técnico: quando LLM gera informação plausível mas factualmente incorreta com aparência de certeza.
Em português de dono: modelo "inventa" com cara séria. Maior risco de IA generativa.
Aparece em: "o agente alucinou e disse que tinha esse produto que não existe".
Temperature
Técnico: parâmetro que controla aleatoriedade da resposta (0 = determinístico, 1+ = criativo).
Em português de dono: regulador entre "previsível e certinho" vs "criativo e variado".
Aparece em: "use temperature 0 pra esse caso, queremos consistência".
Guardrails
Técnico: camadas de validação que controlam input e output de LLM (filtros, regex, validação de schema, classificadores secundários).
Em português de dono: "grades de proteção" pra IA. Garante que ela não fale besteira ou faça coisa não autorizada.
Aparece em: "precisamos de guardrails antes de soltar isso pro cliente final".
Sandboxing (de IA)
Técnico: ambiente isolado onde código gerado/executado por IA roda sem afetar sistemas reais.
Em português de dono: "caixa de areia" onde IA pode brincar sem causar dano real.
Aparece em: "o code execution roda em sandbox, IA não acessa produção".
Inference vs Training
Técnico: training = treinar modelo (caro, raro). Inference = usar modelo pra gerar resposta (frequente, mais barato).
Em português de dono: training = construir o modelo. Inference = usar o modelo construído.
Aparece em: "custo de inference da OpenAI caiu 90% nos últimos 18 meses".
AGI / Narrow AI
Técnico: AGI = Artificial General Intelligence (IA com capacidade humana ampla). Narrow AI = IA especializada em tarefa específica.
Em português de dono: AGI = "IA que pensa como humano em tudo" (não existe ainda). Narrow AI = "IA boa em uma coisa só".
Aparece em: em discussões filosóficas. Em reunião prática, geralmente é over-hype.
Prompt caching
Técnico: técnica que reaproveita a parte fixa do prompt entre chamadas, cobrando cerca de 10% do preço normal na leitura do cache.
Em português de dono: guarda o contexto repetido pra não pagar de novo a cada mensagem; corta muito o custo de LLM.
Aparece em: "com prompt caching o custo por conversa caiu mais de 90%".
Token budget
Técnico: estimativa de tokens consumidos por feature, multiplicada pelo uso esperado e pelo custo unitário do modelo.
Em português de dono: orçamento de quanto cada funcionalidade de IA vai custar por mês, calculado antes de lançar.
Aparece em: "calcula o token budget antes, senão o agente always-on come a margem".

10. Métricas e SLA

SLA (Service Level Agreement)
Técnico: contrato formal entre provedor e cliente especificando nível de serviço esperado.
Em português de dono: promessa contratual de qualidade. "99,9% uptime ou desconto".
Aparece em: "violamos o SLA mês passado".
SLO (Service Level Objective)
Técnico: meta interna de performance, geralmente mais rigorosa que o SLA.
Em português de dono: meta interna de qualidade, mais apertada que o prometido pro cliente.
Aparece em: "nosso SLO é 99,95% mas o SLA contratado é 99,9%".
SLI (Service Level Indicator)
Técnico: métrica concreta que mede aspecto do serviço (latência p95, disponibilidade, error rate).
Em português de dono: termômetro específico que diz se você tá atingindo o SLO.
Aparece em: "o SLI de latência tá em 200ms".
MTTR (Mean Time To Repair)
Técnico: tempo médio pra resolver um incidente da detecção à resolução.
Em português de dono: quanto tempo demora pra arrumar quando quebra.
Aparece em: "MTTR caiu de 4h pra 45 min depois que automatizamos rollback".
MTBF (Mean Time Between Failures)
Técnico: tempo médio entre falhas, indicador de confiabilidade.
Em português de dono: a cada quanto tempo o sistema falha, em média.
Aparece em: "MTBF subiu pra 90 dias".
p95 / p99 / p99.9 latency
Técnico: latência no percentil 95/99/99.9 (95% das requests são mais rápidas que isso).
Em português de dono: tempo de resposta dos casos "típicos" (p95) ou "ruins" (p99/p99.9).
Aparece em: "p99 tá em 2s, precisa baixar pra 800ms".
RPO (Recovery Point Objective)
Técnico: quantidade máxima aceitável de dados perdidos em incidente, medido em tempo.
Em português de dono: quanto dado você aceita perder se der pau? 1h? 24h?
Aparece em: "RPO de 5 minutos exige replicação síncrona".
RTO (Recovery Time Objective)
Técnico: tempo máximo aceitável pra restaurar serviço após incidente.
Em português de dono: quanto tempo o sistema pode ficar fora antes de virar problema sério?
Aparece em: "nosso RTO é 4h, mas o cliente quer 30 min".
SLA composto
Técnico: SLA resultante do produto dos SLAs de cada dependência (5 serviços a 99,99% dão 99,95%, não 99,99%).
Em português de dono: sua disponibilidade real é a multiplicação da de todos os provedores que você usa; sempre menor que a melhor peça.
Aparece em: "o SLA composto da nossa cadeia dá 99,8%, não os 99,99% da AWS isolada".
Métricas DORA
Técnico: 4 métricas de performance de entrega de software (Deployment Frequency, Lead Time for Changes, MTTR, Change Failure Rate), do DevOps Research and Assessment.
Em português de dono: as 4 medidas que dizem se seu time entrega rápido e com qualidade.
Aparece em: "medimos a maturidade do time pelas métricas DORA".
Deployment Frequency
Técnico: métrica DORA que mede com que frequência o time coloca código em produção.
Em português de dono: quantas vezes por dia ou semana vocês conseguem publicar mudança.
Aparece em: "subimos a deployment frequency de 1 por semana pra 10 por dia".
Lead Time for Changes
Técnico: métrica DORA que mede o tempo do commit até a mudança estar rodando em produção.
Em português de dono: quanto tempo uma mudança leva do pronto no código até o cliente usar.
Aparece em: "nosso lead time caiu de 2 semanas pra 1 dia".
Change Failure Rate
Técnico: métrica DORA: percentual de deploys que causam falha exigindo hotfix ou rollback.
Em português de dono: de cada 100 publicações, quantas dão problema.
Aparece em: "change failure rate de 30% é alto, precisa de mais teste automatizado".
Error budget
Técnico: margem de indisponibilidade tolerada pelo SLO num período (99,9% equivale a cerca de 43 min/mês de erro permitido).
Em português de dono: o orçamento de falha do mês: enquanto sobra, pode arriscar deploy; quando zera, congela e estabiliza.
Aparece em: "estouramos o error budget, esse mês a prioridade é confiabilidade".

11. LGPD e compliance

Controlador
Técnico: pessoa/empresa que decide a finalidade e meios do tratamento de dados pessoais (LGPD art. 5º, VI).
Em português de dono: dono da decisão sobre o que fazer com o dado pessoal.
Aparece em: "vocês são controladores ou operadores dos dados dos meus clientes?".
Operador
Técnico: pessoa/empresa que trata dados pessoais por conta e ordem do controlador (LGPD art. 5º, VII).
Em português de dono: quem executa o tratamento por ordem do dono.
Aparece em: "como operador, vocês precisam ter DPA conosco".
DPO (Data Protection Officer) / Encarregado
Técnico: pessoa indicada como ponto de contato com ANPD e titulares pra questões LGPD.
Em português de dono: responsável formal por privacidade na empresa.
Aparece em: "quem é o DPO de vocês?".
DPA (Data Processing Agreement)
Técnico: contrato escrito entre controlador e operador definindo termos do tratamento (LGPD art. 39).
Em português de dono: contrato anexo que regula tratamento de dados.
Aparece em: "precisamos assinar DPA antes de ligar a integração".
PII (Personally Identifiable Information)
Técnico: informação que identifica ou pode identificar pessoa natural. Equivalente a "dado pessoal" da LGPD.
Em português de dono: qualquer dado que identifica alguém.
Aparece em: "esse log não pode ter PII, anonimiza antes".
Anonimização vs Pseudonimização
Técnico: anonimização = remoção irreversível da identificação. Pseudonimização = substituição reversível por código.
Em português de dono: anonimização = não dá mais pra saber quem é. Pseudonimização = dá pra saber se você tem a chave.
Aparece em: "exportar dados agregados anonimizados pra estudo é OK".
Retention policy
Técnico: política formal definindo por quanto tempo cada tipo de dado é mantido.
Em português de dono: regra escrita de "tal dado a gente guarda X anos, depois apaga".
Aparece em: "qual a retention policy de vocês pra dados de cliente cancelado?".
Data residency
Técnico: requisito de que dados sejam armazenados em jurisdição específica.
Em português de dono: "esses dados precisam ficar no Brasil, não pode hospedar fora".
Aparece em: "data residency exigida pelo contrato".
SOC 2
Técnico: relatório de auditoria (AICPA) sobre controles de segurança, disponibilidade e confidencialidade. Type I é um snapshot; Type II cobre um período de 6-12 meses.
Em português de dono: o selo que empresa americana exige pra confiar num fornecedor de software.
Aparece em: "sem SOC 2 Type II o banco não fecha conosco".
ISO 27001
Técnico: norma internacional de sistema de gestão de segurança da informação (ISMS); a versão 2022 tem 93 controles no Annex A.
Em português de dono: certificação internacional de que você gere segurança de forma organizada; o equivalente global ao SOC 2.
Aparece em: "exigem ISO 27001 pra fornecer na Europa".
ISMS (Information Security Management System)
Técnico: o conjunto de políticas, processos e controles de segurança que o ISO 27001 certifica.
Em português de dono: o sistema de gestão de segurança que a ISO audita: políticas, riscos, controles, melhoria contínua.
Aparece em: "o ISMS precisa estar documentado antes da auditoria".
HIPAA
Técnico: lei americana de proteção de dados de saúde (PHI); exige BAA com fornecedores que processam esses dados.
Em português de dono: a LGPD da saúde nos EUA; só importa se você mexe com dado de saúde americano.
Aparece em: "isso é dado HIPAA, precisa de BAA assinado antes".
PHI (Protected Health Information)
Técnico: subconjunto de dado pessoal relacionado a saúde, protegido por HIPAA (18 identificadores).
Em português de dono: dado de saúde identificável; proteção ainda mais rígida que dado pessoal comum.
Aparece em: "não pode logar PHI em texto puro".
BAA (Business Associate Agreement)
Técnico: contrato HIPAA entre a entidade coberta e o fornecedor que processa PHI (equivalente ao DPA da LGPD).
Em português de dono: o DPA da HIPAA; sem ele você não pode tocar em dado de saúde do cliente americano.
Aparece em: "assinamos o BAA antes de processar qualquer PHI".
DPIA (Data Protection Impact Assessment)
Técnico: avaliação de impacto à proteção de dados, obrigatória em tratamento de alto risco (GDPR; equivale ao RIPD na LGPD).
Em português de dono: relatório que justifica por que um tratamento arriscado de dados é necessário e como você mitiga o risco.
Aparece em: "tratamento de dado sensível em larga escala exige DPIA".
SCC (Standard Contractual Clauses)
Técnico: cláusulas-padrão da Comissão Europeia pra transferência internacional de dados sob GDPR (módulos 1 a 4).
Em português de dono: o contrato-modelo que permite mandar dado de europeu pra fora da UE de forma legal.
Aparece em: "assinamos SCC com a OpenAI pra cobrir a transferência pros EUA".
Schrems II
Técnico: decisão do Tribunal de Justiça da UE (2020) que invalidou o Privacy Shield EU-US, exigindo medidas adicionais em transferências pros EUA.
Em português de dono: a decisão judicial que complicou mandar dado de europeu pra serviço americano.
Aparece em: "depois de Schrems II precisamos de SCC mais criptografia adicional".
VSR (Vendor Security Review)
Técnico: processo pelo qual um cliente avalia a postura de segurança de um fornecedor antes de contratar (questionário mais evidências).
Em português de dono: a prova de segurança que cliente grande te faz passar antes de fechar contrato.
Aparece em: "o VSR deles tem 120 perguntas e pede o report de pentest".
CAIQ
Técnico: Consensus Assessments Initiative Questionnaire, questionário-padrão de segurança cloud da Cloud Security Alliance.
Em português de dono: um dos formulários-padrão que cliente manda pra você preencher sobre segurança.
Aparece em: "mandaram o CAIQ pra gente responder item a item".
SIG / SIG-Lite
Técnico: Standardized Information Gathering, questionário-padrão de avaliação de fornecedor (Shared Assessments). O Lite tem ~125 perguntas, o Core ~850.
Em português de dono: outro formulário-padrão de segurança; o Lite é a versão curta que cobre a maioria dos casos.
Aparece em: "preencher o SIG Lite já cobre 80% dos clientes".
CLOUD Act
Técnico: lei americana (2018) que permite ao governo dos EUA requisitar dados de empresas americanas mesmo armazenados fora do país.
Em português de dono: por que cliente sensível desconfia de cloud americana mesmo com o servidor no Brasil.
Aparece em: "por causa do CLOUD Act eles exigem cloud nacional, não hyperscaler".
GRC (Governance, Risk, Compliance)
Técnico: categoria de ferramenta (Vanta, Drata, Secureframe) que automatiza a coleta de evidência pra certificações como SOC 2.
Em português de dono: software que cuida do trabalho chato de juntar prova contínua pra auditoria de segurança.
Aparece em: "usamos Drata como GRC pra automatizar o caminho do SOC 2".

12. Vocabulário corporativo de TI

Stakeholder
Técnico: qualquer parte interessada no projeto (cliente, sponsor, usuário, regulador).
Em português de dono: gente que se importa com o projeto.
Aparece em: "alinha com os stakeholders antes de fechar escopo".
ROI (Return on Investment)
Técnico: ganho dividido pelo investimento. Métrica clássica de viabilidade financeira.
Em português de dono: retorno sobre o investimento. Vale a pena ou não?
Aparece em: "qual o ROI projetado em 12 meses?".
TCO (Total Cost of Ownership)
Técnico: custo total considerando aquisição + operação + manutenção + descomissionamento.
Em português de dono: custo de verdade, somando tudo.
Aparece em: "o TCO em 3 anos é o dobro do investimento inicial".
PoC (Proof of Concept)
Técnico: demonstração que uma abordagem técnica é viável, geralmente em escala pequena.
Em português de dono: "fazer pra ver se funciona" antes de investir grande.
Aparece em: "fizemos PoC com Claude, deu certo, vamos pra produção".
MVP (Minimum Viable Product)
Técnico: versão mínima de produto que entrega valor real pra usuários reais.
Em português de dono: versão mais simples que já resolve o problema.
Aparece em: "o MVP precisa estar no ar em 8 semanas".
Roadmap
Técnico: visão temporal das funcionalidades/iniciativas planejadas.
Em português de dono: "agenda" do que vai ser construído nos próximos meses.
Aparece em: "isso não tá no roadmap desse trimestre".
Backlog
Técnico: lista priorizada de itens a serem trabalhados (features, bugs, tasks).
Em português de dono: "lista de coisas pra fazer", ordenada.
Aparece em: "joga isso no backlog, vemos na próxima sprint".
Tech debt (dívida técnica)
Técnico: acúmulo de decisões técnicas suboptimais que vão precisar ser corrigidas no futuro.
Em português de dono: "atalho técnico" que vai cobrar conta depois.
Aparece em: "essa solução tem muita tech debt, mas precisamos entregar no prazo".
Greenfield vs Brownfield
Técnico: greenfield = projeto novo sem legado. Brownfield = projeto em sistema existente.
Em português de dono: greenfield = "terreno limpo". Brownfield = "tem prédio velho que precisa respeitar".
Aparece em: "esse cliente é brownfield, vai precisar integrar com SAP legado".
Legacy system
Técnico: sistema antigo, geralmente mal documentado, crítico pra operação, difícil de modificar.
Em português de dono: sistema velho que ninguém quer mexer mas todo mundo depende.
Aparece em: "o legacy roda em COBOL desde 1998".
FinOps
Técnico: disciplina de gerenciar custo cloud como produto (visibilidade, responsabilidade, otimização contínua e forecasting).
Em português de dono: prática de não deixar a conta da cloud explodir sem ninguém olhar.
Aparece em: "criamos um time de FinOps quando a AWS passou de USD 30k/mês".
Egress
Técnico: custo de transferência de dados pra fora da cloud, cobrado por GB pela maioria dos provedores.
Em português de dono: a taxa de saída da cloud; servir muito vídeo ou arquivo dispara essa conta.
Aparece em: "o egress da AWS tá comendo a margem, vamos migrar pro Cloudflare R2".
Vendor lock-in
Técnico: dependência de um fornecedor que torna a troca proibitivamente cara (cloud, banco, integração, dado ou contrato).
Em português de dono: ficar preso num fornecedor porque sair custa caro demais.
Aparece em: "evita vendor lock-in usando Postgres padrão em vez de banco proprietário".
Exit strategy
Técnico: plano formal de como um cliente sai de um fornecedor (export de dados, prazos, documentação técnica).
Em português de dono: o plano de como eu saio se quiser; quem mostra isso antes de fechar passa confiança.
Aparece em: "a exit strategy garante export completo dos dados em 7 dias úteis".
CAC (Customer Acquisition Cost)
Técnico: custo total de adquirir um cliente novo (gasto de marketing mais vendas, dividido pelos clientes ganhos).
Em português de dono: quanto você gasta, em média, pra conquistar cada cliente.
Aparece em: "o CAC subiu porque o tráfego pago ficou mais caro".
LTV (Lifetime Value)
Técnico: receita esperada de um cliente ao longo de toda a relação.
Em português de dono: quanto cada cliente vale do começo ao fim do contrato.
Aparece em: "com LTV sobre CAC abaixo de 3, o negócio não fecha a conta".
Churn
Técnico: percentual de clientes que cancelam num período.
Em português de dono: a taxa de evasão; quantos clientes você perde por mês.
Aparece em: "o churn de 8% ao mês está alto pra B2B".
RFP (Request for Proposal)
Técnico: processo formal em que o cliente solicita propostas de vários fornecedores com requisitos detalhados.
Em português de dono: o edital que empresa grande abre pra escolher fornecedor.
Aparece em: "entramos no RFP deles, concorrendo com mais três fornecedores".
Fixed pricing (preço fixo)
Técnico: modelo de cobrança com valor mensal fixo, independente do uso.
Em português de dono: mensalidade previsível; bom pra cliente que quer saber exatamente quanto paga.
Aparece em: "PME prefere fixed pricing pela previsibilidade".
Usage-based pricing (preço por uso)
Técnico: cobrança proporcional ao consumo (mensagens, requisições, tokens).
Em português de dono: paga pelo que usa; pode dar susto de fatura se o uso dispara.
Aparece em: "usage-based assusta cliente que não controla o volume".
Value-based pricing (preço por valor)
Técnico: cobrança atrelada ao valor gerado pro cliente (percentual de receita ou de economia).
Em português de dono: cobra uma fatia do resultado que você entrega; exige medir bem esse resultado.
Aparece em: "value-based só funciona quando dá pra provar o ganho gerado".
Hybrid pricing (preço híbrido)
Técnico: combinação de mensalidade base mais um componente variável por uso.
Em português de dono: uma base fixa pra previsibilidade mais um extra conforme o uso cresce.
Aparece em: "fechamos hybrid: base de R$ 800 mais R$ 1 por conversa extra".

13. Documentação e formatos

PRD (Product Requirements Document)
Técnico: documento que especifica O QUE um produto/feature deve fazer, pra quem, com qual problema resolvido.
Em português de dono: documento que diz "isso aqui é o que vamos construir e por quê".
Aparece em: "manda um PRD antes de eu começar a implementar".
PRD-lite
Técnico: versão curta de PRD (1-2 páginas) com problema, escopo, não-escopo, restrições, critério de aceite.
Em português de dono: PRD enxuto. O essencial pra alguém (ou IA) saber o que entregar sem 20 páginas de teoria.
Aparece em: "usa o template PRD-lite que tá em docs/prd-template.md".
BRD (Business Requirements Document)
Técnico: captura requisitos de negócio antes do PRD. Foco no porquê estratégico.
Em português de dono: documento que explica "por que esse projeto importa pro negócio".
Aparece em: "o BRD vai pro comitê de investimento, o PRD vai pro time de produto".
ADR (Architecture Decision Record)
Técnico: documento curto que registra uma decisão arquitetural: contexto, alternativas, decisão, consequências.
Em português de dono: "diário de bordo" das escolhas técnicas grandes. Quem chegar depois entende POR QUE foi feito assim.
Aparece em: "tem ADR documentando por que escolhemos Postgres em vez de MongoDB?".
RFC (Request for Comments)
Técnico: proposta técnica circulada pra revisão antes de implementação.
Em português de dono: "olha essa ideia que tive, comentem antes de eu fazer".
Aparece em: "vou rodar um RFC sobre essa migração".
README
Técnico: arquivo principal de documentação de um repositório (README.md). Apresenta o projeto.
Em português de dono: "leia-me". Primeira coisa que alguém olha pra entender pra que serve o código.
Aparece em: "o README tá desatualizado".
CHANGELOG
Técnico: arquivo que documenta mudanças entre versões.
Em português de dono: "o que mudou em cada versão".
Aparece em: "atualizou pra v2.3? o CHANGELOG lista 3 breaking changes".
Runbook
Técnico: documento operacional que descreve passo-a-passo como executar tarefa específica.
Em português de dono: "manual de procedimento". Quando der pau em X, faz Y.
Aparece em: "o runbook de incidente está em docs/runbooks/incidente.md".
Playbook
Técnico: documento que descreve estratégia + táticas pra um cenário.
Em português de dono: "jogada estratégica". Quando situação X aparecer, abordamos com táticas A, B, C.
Aparece em: "o playbook de onboarding de cliente novo tem 8 etapas".
Postmortem (blameless)
Técnico: análise pós-incidente focada em sistema, não em culpar pessoa.
Em português de dono: "necropsia do incidente". Análise honesta sem caça às bruxas.
Aparece em: "vamos rodar postmortem do downtime da quarta".
Markdown (MD)
Técnico: linguagem de marcação leve que vira HTML. Usa caracteres simples (# pra título, * pra itálico, ** pra bold).
Em português de dono: "Word do dev". Você escreve texto com símbolos simples e vira documento formatado bonito.
Aparece em: "documentação tá toda em MD no repositório".
MDX
Técnico: extensão de Markdown que permite embutir componentes React/JSX inline.
Em português de dono: Markdown + componentes interativos. Ótimo pra docs com gráficos.
Aparece em: "nosso site de docs é Next.js + MDX".
Mermaid
Técnico: linguagem texto pra gerar diagramas (fluxograma, sequência, ER) via Markdown.
Em português de dono: "diagrama escrito em texto". Você descreve as caixas e setas, ferramenta desenha.
Aparece em: "esse diagrama ER está em Mermaid no README".
Wiki
Técnico: site interno colaborativo pra documentação (Confluence, Notion, GitHub Wiki).
Em português de dono: "Wikipedia interna" da empresa.
Aparece em: "joga isso no wiki pra ficar acessível pro time".

14. Métodos ágeis e gestão de produto

Sprint
Técnico: período fixo de trabalho em Scrum, geralmente 1-2 semanas.
Em português de dono: "ciclo curto de entrega".
Aparece em: "a feature entra na próxima sprint".
Sprint Planning
Técnico: reunião que abre sprint, define escopo e objetivo do período.
Em português de dono: reunião de "vamos combinar o que faremos nas próximas 2 semanas".
Aparece em: "sprint planning é terça às 10h".
Standup (Daily)
Técnico: reunião diária curta (15 min): ontem, hoje, impedimentos.
Em português de dono: "alinhamento de 15 min de manhã".
Aparece em: "no standup você falou que precisava de acesso".
Retrospective (Retro)
Técnico: reunião ao fim de sprint pra revisar o que funcionou.
Em português de dono: "balanço da quinzena".
Aparece em: "na retro o time votou que reuniões estão demais".
Refinement / Grooming
Técnico: reunião pra refinar itens do backlog antes de entrar em sprint.
Em português de dono: "preparação do backlog".
Aparece em: "ainda não dá pra estimar, vamos no refinement de quinta".
User Story
Técnico: descrição curta de funcionalidade do ponto de vista do usuário. "Como [persona], quero [ação] para [benefício]".
Em português de dono: "história de uso". Quem é, o que quer, por que importa.
Aparece em: "essa user story tá vaga".
Acceptance Criteria (AC)
Técnico: condições específicas e testáveis pra user story ser considerada completa.
Em português de dono: "como saber que está pronto".
Aparece em: "qual o AC dessa story?".
Definition of Done (DoD)
Técnico: critérios universais que toda entrega do time precisa atender.
Em português de dono: "checklist universal de pronto".
Aparece em: "essa feature não tá no DoD ainda".
Story Points
Técnico: unidade abstrata de esforço. Geralmente Fibonacci.
Em português de dono: "tamanho relativo". Não dizemos horas, dizemos pontos.
Aparece em: "essa task é 5 pontos? parece mais 8".
Velocity
Técnico: quantos pontos o time entrega por sprint, em média.
Em português de dono: "velocidade média do time".
Aparece em: "nossa velocity tá em 30 pontos por sprint".
Kanban (método)
Técnico: método de gestão visual onde tarefas movem entre colunas. Limita WIP.
Em português de dono: "quadro de tarefas com colunas".
Aparece em: "o time de suporte usa Kanban porque não tem sprint".
Scrum
Técnico: framework ágil mais popular. Sprints + Daily + Planning + Retro + papéis.
Em português de dono: "método ágil padrão".
Aparece em: "somos Scrum, sprint de 2 semanas".
OKR (Objectives and Key Results)
Técnico: framework de metas: objetivo qualitativo + 3-5 resultados-chave mensuráveis.
Em português de dono: "metas trimestrais".
Aparece em: "qual é o OKR do trimestre?".
KPI (Key Performance Indicator)
Técnico: métrica chave que mede performance contínua.
Em português de dono: "indicador permanente".
Aparece em: "qual o KPI principal desse produto?".
North Star Metric
Técnico: uma métrica única que melhor representa o valor entregue ao cliente.
Em português de dono: "estrela do norte". A métrica que importa acima de todas.
Aparece em: "nossa north star é mensagens enviadas por usuário ativo".
Discovery vs Delivery
Técnico: discovery = entender problema. Delivery = construir solução. Dual Track Agile faz ambos em paralelo.
Em português de dono: descobrir o que fazer vs fazer.
Aparece em: "esse trimestre estamos pesado em discovery".
MoSCoW
Técnico: framework de priorização: Must, Should, Could, Won't have.
Em português de dono: "obrigatório, importante, desejável, fora do escopo".
Aparece em: "vamos rodar MoSCoW pra decidir o MVP".
RICE
Técnico: framework de priorização: Reach × Impact × Confidence ÷ Effort.
Em português de dono: "fórmula de priorização".
Aparece em: "essa feature deu RICE 80, vai pra cima na lista".

15. Git e workflow de código

Git
Técnico: sistema de controle de versão distribuído.
Em português de dono: "controle de versões do código".
Aparece em: "comita isso no git".
Repositório (repo)
Técnico: projeto versionado no git, contém código + histórico completo.
Em português de dono: "pasta com histórico".
Aparece em: "qual o link do repo do projeto?".
Branch
Técnico: linha paralela de desenvolvimento.
Em português de dono: "ramificação". Você cria branch pra mexer sem quebrar o main.
Aparece em: "tá em qual branch?".
main / master
Técnico: branch principal, geralmente a versão estável.
Em português de dono: "tronco principal".
Aparece em: "merge isso pro main quando tiver passado em review".
Commit
Técnico: snapshot de mudanças com mensagem descritiva.
Em português de dono: "pacote de mudanças".
Aparece em: "esse commit não tá descritivo".
PR / MR (Pull Request / Merge Request)
Técnico: solicitação de mesclar uma branch em outra. PR = GitHub, MR = GitLab.
Em português de dono: "pedido pra incorporar minha mudança no código principal".
Aparece em: "abre PR e me marca pra review".
Merge
Técnico: operação que combina mudanças de uma branch em outra.
Em português de dono: "juntar".
Aparece em: "deu merge sem revisão, agora tem bug".
Merge conflict
Técnico: conflito quando git não consegue auto-combinar mudanças.
Em português de dono: "briga entre duas versões da mesma linha".
Aparece em: "deu conflict aqui, ajuda?".
Rebase
Técnico: reaplicar commits de uma branch sobre outra. Reescreve histórico.
Em português de dono: "pegar minha branch e fingir que comecei depois do que tá no main agora".
Aparece em: "faz rebase no main antes de abrir o PR".
Cherry-pick
Técnico: aplicar UM commit específico de outra branch.
Em português de dono: "pega só esse commit lá da outra branch e traz pra cá".
Aparece em: "faz cherry-pick desse fix pra branch da release".
Squash
Técnico: combinar múltiplos commits em um só.
Em português de dono: "comprime 10 commits messy em 1 commit limpo".
Aparece em: "squash and merge esse PR".
Code review
Técnico: revisão por par antes de mudança entrar no main.
Em português de dono: "outra pessoa olha meu código antes de aprovar".
Aparece em: "code review demorando muito virou gargalo".
Hotfix
Técnico: correção urgente direto em produção, fora do fluxo normal.
Em português de dono: "remendo emergencial".
Aparece em: "hotfix tá no ar, conseguimos voltar a fazer login".
Feature branch
Técnico: branch criada pra trabalhar em uma feature específica.
Em português de dono: "branch temporária pra uma tarefa".
Aparece em: "cria feature/checkout pra essa feature".
Trunk-based development
Técnico: commit direto no main (ou branches MUITO curtas), com feature flags.
Em português de dono: "mantém tudo no tronco, sem branches longas".
Aparece em: "migramos pra trunk-based, branches morrem em 1 dia".
GitHub Flow / Git Flow
Técnico: GitHub Flow = simples (main + feature branches + PR). Git Flow = formal (develop, feature, release, hotfix).
Em português de dono: dois "modelos de organização de branches". GitHub Flow é mais simples.
Aparece em: "usamos GitHub Flow, é mais simples que Git Flow".
Fork
Técnico: cópia de um repositório pra sua conta.
Em português de dono: "cópia particular do repo".
Aparece em: "faz fork do repo, faz a mudança e abre PR".
Origin / upstream
Técnico: origin = seu remote padrão. Upstream = remote do projeto original.
Em português de dono: "nomes dos repos remotos que sua máquina conhece".
Aparece em: "puxa do upstream antes de começar".

16. Soft skills técnicas

Pair programming (pareamento)
Técnico: duas pessoas programando juntas no mesmo código.
Em português de dono: "dois cabeças num código só".
Aparece em: "pareou comigo nessa feature, aprende rápido".
Mob programming
Técnico: pair programming com 3+ pessoas. Time inteiro foca em um problema.
Em português de dono: "todo mundo programando junto na mesma tela".
Aparece em: "vamos fazer mob nessa migração crítica".
Bus factor
Técnico: número mínimo de pessoas que precisariam ser "atropeladas por um ônibus" pra projeto parar.
Em português de dono: "se tal pessoa sair, projeto morre?". Mede dependência de pessoas-chave.
Aparece em: "esse sistema tem bus factor 1, o Carlos sabe sozinho".
Knowledge transfer
Técnico: processo de passar conhecimento crítico de uma pessoa pra outras.
Em português de dono: "passar bastão".
Aparece em: "vamos rodar knowledge transfer do legacy antes do João sair".
Onboarding (técnico)
Técnico: processo de integrar novo dev ao time/projeto.
Em português de dono: "primeiras semanas do novato".
Aparece em: "nosso onboarding tá péssimo".
Tech Lead (TL)
Técnico: dev sênior responsável por decisões técnicas do time + mentoring.
Em português de dono: "líder técnico do time".
Aparece em: "o TL aprovou essa abordagem".
Staff Engineer
Técnico: nível sênior acima de Senior, geralmente individual contributor com influência cross-time.
Em português de dono: "engenheiro super sênior".
Aparece em: "o staff engineer está liderando a migração pra microservices".
Engineering Manager (EM)
Técnico: gestor de pessoas de engenharia.
Em português de dono: "gerente de devs".
Aparece em: "o EM tá com 8 reports".
Skip-level meeting
Técnico: reunião 1:1 entre funcionário e gestor do gestor dele.
Em português de dono: "conversa direta com chefe do meu chefe".
Aparece em: "marquei skip-level com a VP".
IC (Individual Contributor)
Técnico: pessoa que produz trabalho técnico direto (vs gerente).
Em português de dono: "técnico que codifica" vs "gerente que gerencia".
Aparece em: "decidi continuar IC, não quero virar manager".

Faltou algum termo?

Esse glossário cresce conforme leitores pedem. Se em uma reunião apareceu termo que não está aqui, me manda no WhatsApp que eu adiciono na próxima atualização. Versão 2.0 daqui a poucos meses, novos termos vindos da vida real de quem está vibe-codando agora.